sábado, 10 de maio de 2008

Hipericão ou Malfurada



Hypericum inodorum Mill.

É um arbusto de folhagem persistente que pode ser apreciado por quem percorre a levada dos Tornos ou a levada do Barreiro. As folhas ovadas, sésseis e opostas saão maiores que as das outras espécies do género Hypericum. A infusão das suas folhas é indicada para a cura de doenças nos rins e na bexiga. As flores grandes e amarelas contribuem bastante para que este endemismo canário-madeirense sobressaia no ambiente de verdes dos taludes húmidos onde habita.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Uveira de Serra


Vaccinium padifolium J. E. Sm. ex Rees

E uma das espécies dominantes da formação vegetal típica das maiores altitudes, sendo bastante frequente no Chão da Lagoa e no Pico do Melros. É uma excelente pioneira no repovoamento vegetal das terras escalvadas acima dos 1300 metros. Floresce no início do Verão e os frutos, maduros no princípio do Outono, são comestíveis e produzem uma excelente compota. Durante vários anos as uvas da serra foram exportadas para um laboratório farmacéutico francês para a produção de medicamentos oftálmicos.

Língua de Vaca, Leituga ou Serralha da Rocha



Sonchus fruticosus L. fil.



A maioria das Asteráceas são ervas e apenas nas regiões tropicais e subtropicais chegam a ser arbustos. Esta é a família que reúne mais espécies endémicas madeirenses e algumas delas têm porte arbustivo, como é o caso da Lingua de Vaca, também conhecida por Leituga ou por Serralha da Rocha, que atinge três metros de altura. Podemos encontrá-la desde as baixas altitudes até zonas para além dos 1000 metros, mas sempre em ambientes húmidos. Cobre-se de belas flores amarelas, que podem ser admiradas no Verão. As folhas são muito apreciadas pelo gado.